UM DIA COM VÁRIAS PROGRAMAÇÕES
Quintal do Memorial
Edição Acessa BH
ESPETÁCULO
10h
A Cangaceira Surda Mara
Lyvia Cruz (CE)
Duração: 40 minutos
A Cangaceira Surda Mara é um espetáculo em Libras que combina humor, cultura nordestina e inclusão. Na história, Mara percorre o sertão e vive uma divertida aventura ao encontrar uma iguana que se comunica em Libras. Ao longo da apresentação, compartilha sua trajetória e destaca a importância da acessibilidade, da cultura surda e da valorização da Libras. Com protagonismo de uma artista surda e interpretação artístico-cultural para o português, o espetáculo promove uma experiência acessível para surdos e ouvintes, encerrando com brincadeiras populares nordestinas adaptadas que incentivam a interação e a participação do público.
Lyvia de Araújo Cruz é professora, tradutora e contadora de história em Libras. Graduada em Letras – Libras pela Universidade Federal de Santa Catarina (2012). Mestre em Estudo da Tradução com foco em Tradução Literária. Atualmente, é professora efetiva de Libras no IFCE – Camocim. Ministra palestras e oficinas em eventos científicos, técnicos e culturais, principalmente voltados à cultura surda, abordando temas como linguística, família, educação, política, identidade, comunidade surda, metodologia, tradução e literatura surda. Apaixonou-se pela literatura e pela potência poética da Libras. Para ela, “a mão dos surdos é uma poesia”, expressão que traduz sua relação sensível com a linguagem, o corpo e a arte.
Ficha Técnica
Artista contadora de história: Lyvia de Araújo Cruz
Artista intérprete: Gracy Kelly Amaral Barros
Produtor cultural de apoio: Antônio Matheus Moura de Sousa
11h
Lançamento de Livros
O Boi que Aprendeu Libras, de Ademar Alves Jr. (MG)
No Vale do Jequitinhonha, um boizinho surdo embarca em uma jornada inesperada em busca de comunicação, pertencimento e amizade. Ao conhecer Seu Antônio, sua vida começa a mudar de maneiras que ele nunca imaginou. Inspirado em memórias reais, O Boi que Aprendeu Libras é um livro infantil que celebra a cultura surda, a diversidade e a riqueza da Libras.
Ademar Alves Jr. é surdo sinalizante, pesquisador, escritor e consultor de acessibilidade. Mestrando em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais, com bolsa do projeto Somos Diversas (Capes), é graduado em Arquitetura e Urbanismo e em Cinema e Audiovisual pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Possui especializações nas áreas de fotografia, audiovisual, escrita criativa e memória coletiva.
DoroTEA, uma Autista na Escola, de Bruno Grossi e Daniele Muffato (MG)
No fundo do mar, DoroTEA, uma peixinha autista, vive o desafio do primeiro dia na escola. Entre descobertas, amizades e aprendizados, ela mostra que cada pessoa tem seu jeito único de ver o mundo. Com o apoio dos colegas e professores, a turma aprende que empatia, respeito e inclusão tornam a convivência mais rica. Uma história sensível sobre coragem, diversidade e pertencimento.
Bruno Grossi Begê é escritor, ilustrador e artista visual. Autista com altas habilidades, encontrou na arte e na literatura uma forma de promover inclusão e representatividade. Criador da personagem DoroTEA – A Peixinha Autista, já publicou dezenas de livros. É diretor da Associação Pró-Autistas e atua na defesa da empatia, da visibilidade e dos direitos das pessoas neurodivergentes.
Daniele Muffato é educadora, escritora, ativista e mãe atípica. Autista com altas habilidades, é especialista em Educação Inclusiva e fundadora da Associação Pró-Autistas. Coautora da série DoroTEA – A Peixinha Autista, dedica seu trabalho à promoção da acessibilidade, da inclusão e da representatividade, contribuindo para um mundo mais acolhedor para pessoas autistas.
VIVÊNCIA
12h e 16h
Vivência Arte Sensorial
Educativo Memorial Minas Gerais Vale (MG)
A ação consiste na organização de um espaço de arte sensorial e convivência no qual as proposições ocorrerão a partir da sensorialidade. Buscando proporcionar experiências que ultrapassem a visualidade, as propostas presentes no espaço buscarão oferecer ao público estímulos que privilegiem outros sentidos e sensações. Dessa forma, este espaço se configura como local onde visitantes, em fluxo livre, experimentam vivências estéticas que têm como base conceitual Minas Gerais e suas mineiridades.
Participação livre e rotativa, não é necessária inscrição prévia. Sujeita à lotação do espaço.
VIVÊNCIA
14h
Librário: ouvir com os olhos e falar com as mãos
Flávia Neves (MG)
Duração: 60 minutos
O Librário é uma tecnologia social criada para promover a aprendizagem da Língua Brasileira de Sinais (Libras) por meio de jogos e experiências participativas. Reconhecido nacionalmente, o projeto aproxima pessoas ouvintes da Libras de forma acessível, lúdica e colaborativa, incentivando a comunicação, a inclusão e o contato com a cultura surda. Para o Festival Acessa BH, propomos uma vivência aberta ao público, transformando o espaço em um ambiente de experimentação, aprendizagem e convivência.
Participação livre e rotativa, não é necessária inscrição prévia. Sujeita à lotação do espaço.
Flávia Neves é doutora e mestre em Design pela UEMG e licenciada em Artes Visuais. Professora, pesquisadora e idealizadora do Librário, atua desde 2014 no desenvolvimento de projetos de acessibilidade, educação, arte e inclusão. Possui experiência na criação e condução de formações, oficinas e ações educativas para instituições culturais, escolas e órgãos públicos, integrando design, Libras e metodologias participativas.
ESPETÁCULO
15h
O Número Sanfônico
La Luna Cia. de Teatro (SC)
Duração: 45 minutos
Uma dupla de palhaços, uma tradu-palhaça, o encontro com o público, um grande instrumento e a promessa de um show. O Número Sanfônico é um espetáculo divertido e surpreendente para toda a família. Através da música e da palhaçaria, as figuras Asmeline e Paçoca conduzem o público para navegar em um mundo de possibilidades, onde o amor e a cumplicidade são capazes de resolver até mesmo os problemas mais pesados.
A La Luna Cia. de Teatro dedica-se à pesquisa, montagem e circulação de espetáculos. Formada por quatro artistas, os quais pesquisam diferentes linguagens como a música em cena, teatro de animação, cultura popular, palhaçaria e a acessibilidade estética, o grupo vem se consolidando ao longo dos últimos anos com trabalhos que propõem uma mescla dessas linguagens. Ao longo de dez anos de trajetória, a Cia. La Luna já circulou com seus trabalhos por 20 estados do Brasil. Atualmente, seu repertório conta com espetáculos teatrais e circenses acessíveis, espetáculos de teatro de animação, contações de histórias, intervenções artísticas e projetos de investigação e registro de tradição oral na cidade de Canelinha (SC).
Ficha Técnica
Atuação e dramaturgia: Emeli Barossi e Pedro Torres
Orientação: Ricardo Puccetti e Greice Miotello
Composição musical: Pedro Torres
Tradu-atriz: Jonna Tiepo
Assessoria em Acessibilidade: Laço Cia. de Arte e Dayane Gomes
Produção: La Luna Cia. de Teatro
Gênero: Comédia
Espetáculo
17h
Cortejo de Carnaval
Bloco Todo Mundo Cabe no Mundo (MG)
Duração: 60 minutos
Há 11 anos, o bloco leva para as ruas e palcos a bandeira do “Preconceito Zero”, celebrando o direito universal à alegria. Com uma proposta verdadeiramente inclusiva e uma bateria aberta à participação de qualquer pessoa, promove uma grande festa em que as diferenças se somam. O público é convidado a cantar, dançar e ocupar o espaço público com muito respeito, folia e diversidade.
O Bloco Todo Mundo Cabe no Mundo nasceu em Belo Horizonte a partir da iniciativa “Preconceito Zero – Todo Mundo Cabe no Mundo”, idealizada em 2012 pelo artista plástico Marcelo Xavier. O grupo fez seu primeiro desfile oficial em 2016 pelas ruas do tradicional bairro Santa Efigênia. Afirmando o Carnaval como uma manifestação popular, democrática, gratuita e aberta, o bloco se consolidou como um dos movimentos de inclusão social e acessibilidade mais importantes e afetuosos da folia mineira, acolhendo de braços abertos foliões de todas as idades, com e sem deficiência.