Quintal do Memorial - Edição Acessa BH 2026

UM DIA COM VÁRIAS PROGRAMAÇÕES

Quintal do Memorial

Edição Acessa BH

20/9 – Domingo – 10h às 18h
Em frente ao Memorial Minas Gerais Vale

ESPETÁCULO

10h

A Cangaceira Surda Mara

Lyvia Cruz (CE)

Mobilidade
Libras
Audiodescrição
Neurodiversidade
Classificação Livre

Duração: 40 minutos

A Cangaceira Surda Mara é um espetáculo em Libras que combina humor, cultura nordestina e inclusão. Na história, Mara percorre o sertão e vive uma divertida aventura ao encontrar uma iguana que se comunica em Libras. Ao longo da apresentação, compartilha sua trajetória e destaca a importância da acessibilidade, da cultura surda e da valorização da Libras. Com protagonismo de uma artista surda e interpretação artístico-cultural para o português, o espetáculo promove uma experiência acessível para surdos e ouvintes, encerrando com brincadeiras populares nordestinas adaptadas que incentivam a interação e a participação do público.

Lyvia de Araújo Cruz é professora, tradutora e contadora de história em Libras. Graduada em Letras – Libras pela Universidade Federal de Santa Catarina (2012). Mestre em Estudo da Tradução com foco em Tradução Literária. Atualmente, é professora efetiva de Libras no IFCE – Camocim. Ministra palestras e oficinas em eventos científicos, técnicos e culturais, principalmente voltados à cultura surda, abordando temas como linguística, família, educação, política, identidade, comunidade surda, metodologia, tradução e literatura surda. Apaixonou-se pela literatura e pela potência poética da Libras. Para ela, “a mão dos surdos é uma poesia”, expressão que traduz sua relação sensível com a linguagem, o corpo e a arte.

Ficha Técnica

Artista contadora de história: Lyvia de Araújo Cruz
Artista intérprete: Gracy Kelly Amaral Barros
Produtor cultural de apoio: Antônio Matheus Moura de Sousa

11h

Lançamento de Livros

O Boi que Aprendeu Libras, de Ademar Alves Jr. (MG)
Mobilidade
Libras
Audiodescrição
Neurodiversidade
Classificação Livre

No Vale do Jequitinhonha, um boizinho surdo embarca em uma jornada inesperada em busca de comunicação, pertencimento e amizade. Ao conhecer Seu Antônio, sua vida começa a mudar de maneiras que ele nunca imaginou. Inspirado em memórias reais, O Boi que Aprendeu Libras é um livro infantil que celebra a cultura surda, a diversidade e a riqueza da Libras.

Ademar Alves Jr. é surdo sinalizante, pesquisador, escritor e consultor de acessibilidade. Mestrando em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais, com bolsa do projeto Somos Diversas (Capes), é graduado em Arquitetura e Urbanismo e em Cinema e Audiovisual pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Possui especializações nas áreas de fotografia, audiovisual, escrita criativa e memória coletiva.

DoroTEA, uma Autista na Escola, de Bruno Grossi e Daniele Muffato (MG)
Mobilidade
Libras
Audiodescrição
Neurodiversidade
Classificação Livre

No fundo do mar, DoroTEA, uma peixinha autista, vive o desafio do primeiro dia na escola. Entre descobertas, amizades e aprendizados, ela mostra que cada pessoa tem seu jeito único de ver o mundo. Com o apoio dos colegas e professores, a turma aprende que empatia, respeito e inclusão tornam a convivência mais rica. Uma história sensível sobre coragem, diversidade e pertencimento.

Bruno Grossi Begê é escritor, ilustrador e artista visual. Autista com altas habilidades, encontrou na arte e na literatura uma forma de promover inclusão e representatividade. Criador da personagem DoroTEA – A Peixinha Autista, já publicou dezenas de livros. É diretor da Associação Pró-Autistas e atua na defesa da empatia, da visibilidade e dos direitos das pessoas neurodivergentes.

Daniele Muffato é educadora, escritora, ativista e mãe atípica. Autista com altas habilidades, é especialista em Educação Inclusiva e fundadora da Associação Pró-Autistas. Coautora da série DoroTEA – A Peixinha Autista, dedica seu trabalho à promoção da acessibilidade, da inclusão e da representatividade, contribuindo para um mundo mais acolhedor para pessoas autistas.

VIVÊNCIA

12h e 16h

Vivência Arte Sensorial

Educativo Memorial Minas Gerais Vale (MG)

Mobilidade
Libras
Audiodescrição
Neurodiversidade
Classificação Livre

A ação consiste na organização de um espaço de arte sensorial e convivência no qual as proposições ocorrerão a partir da sensorialidade. Buscando proporcionar experiências que ultrapassem a visualidade, as propostas presentes no espaço buscarão oferecer ao público estímulos que privilegiem outros sentidos e sensações. Dessa forma, este espaço se configura como local onde visitantes, em fluxo livre, experimentam vivências estéticas que têm como base conceitual Minas Gerais e suas mineiridades.

Participação livre e rotativa, não é necessária inscrição prévia. Sujeita à lotação do espaço.

VIVÊNCIA

14h

Librário: ouvir com os olhos e falar com as mãos

Flávia Neves (MG)

Mobilidade
Libras
Audiodescrição
Neurodiversidade
Classificação Livre

Duração: 60 minutos

O Librário é uma tecnologia social criada para promover a aprendizagem da Língua Brasileira de Sinais (Libras) por meio de jogos e experiências participativas. Reconhecido nacionalmente, o projeto aproxima pessoas ouvintes da Libras de forma acessível, lúdica e colaborativa, incentivando a comunicação, a inclusão e o contato com a cultura surda. Para o Festival Acessa BH, propomos uma vivência aberta ao público, transformando o espaço em um ambiente de experimentação, aprendizagem e convivência.

Participação livre e rotativa, não é necessária inscrição prévia. Sujeita à lotação do espaço.

Flávia Neves é doutora e mestre em Design pela UEMG e licenciada em Artes Visuais. Professora, pesquisadora e idealizadora do Librário, atua desde 2014 no desenvolvimento de projetos de acessibilidade, educação, arte e inclusão. Possui experiência na criação e condução de formações, oficinas e ações educativas para instituições culturais, escolas e órgãos públicos, integrando design, Libras e metodologias participativas.

ESPETÁCULO

15h

O Número Sanfônico

La Luna Cia. de Teatro (SC)

Mobilidade
Libras
Audiodescrição
Neurodiversidade
Classificação Livre

Duração: 45 minutos

Uma dupla de palhaços, uma tradu-palhaça, o encontro com o público, um grande instrumento e a promessa de um show. O Número Sanfônico é um espetáculo divertido e surpreendente para toda a família. Através da música e da palhaçaria, as figuras Asmeline e Paçoca conduzem o público para navegar em um mundo de possibilidades, onde o amor e a cumplicidade são capazes de resolver até mesmo os problemas mais pesados.

A La Luna Cia. de Teatro dedica-se à pesquisa, montagem e circulação de espetáculos. Formada por quatro artistas, os quais pesquisam diferentes linguagens como a música em cena, teatro de animação, cultura popular, palhaçaria e a acessibilidade estética, o grupo vem se consolidando ao longo dos últimos anos com trabalhos que propõem uma mescla dessas linguagens. Ao longo de dez anos de trajetória, a Cia. La Luna já circulou com seus trabalhos por 20 estados do Brasil. Atualmente, seu repertório conta com espetáculos teatrais e circenses acessíveis, espetáculos de teatro de animação, contações de histórias, intervenções artísticas e projetos de investigação e registro de tradição oral na cidade de Canelinha (SC).

Ficha Técnica

Atuação e dramaturgia: Emeli Barossi e Pedro Torres
Orientação: Ricardo Puccetti e Greice Miotello
Composição musical: Pedro Torres
Tradu-atriz: Jonna Tiepo
Assessoria em Acessibilidade: Laço Cia. de Arte e Dayane Gomes
Produção: La Luna Cia. de Teatro
Gênero: Comédia

Espetáculo

17h

Cortejo de Carnaval

Bloco Todo Mundo Cabe no Mundo (MG)

Mobilidade
Libras
Audiodescrição
Neurodiversidade
Classificação Livre

Duração: 60 minutos

Há 11 anos, o bloco leva para as ruas e palcos a bandeira do “Preconceito Zero”, celebrando o direito universal à alegria. Com uma proposta verdadeiramente inclusiva e uma bateria aberta à participação de qualquer pessoa, promove uma grande festa em que as diferenças se somam. O público é convidado a cantar, dançar e ocupar o espaço público com muito respeito, folia e diversidade.

O Bloco Todo Mundo Cabe no Mundo nasceu em Belo Horizonte a partir da iniciativa “Preconceito Zero – Todo Mundo Cabe no Mundo”, idealizada em 2012 pelo artista plástico Marcelo Xavier. O grupo fez seu primeiro desfile oficial em 2016 pelas ruas do tradicional bairro Santa Efigênia. Afirmando o Carnaval como uma manifestação popular, democrática, gratuita e aberta, o bloco se consolidou como um dos movimentos de inclusão social e acessibilidade mais importantes e afetuosos da folia mineira, acolhendo de braços abertos foliões de todas as idades, com e sem deficiência.